Coisas estranhas


- Filho, por que você não quis abraçar os índios?


- Porque eu sou bebezinho agora.


- Ah, está certo. Eles são um pouco estranhos, diferentes, né?


- É. O índio é de massinha.


- De massinha?


- É. E tem uma tatuagem na perna!

Filosofias



"Quem come carne depois ganha sobimesa"


"Quem fica bavo aqui sou só eu!"

(depois de levar uma bronca da mamãe)


"Eu te amo muito você!"

(para mostrar à mamãe que não guarda mágoa)


"Fai coquinha na minha cotas?"


"Deza, você não é do meu quarto, você é da minha cozinha!"

(Enxotando Edileuza, a empregada, da sua intimidade)


"Comi tudo!" (depois de duas garfadas). "Agora quelo ota coisa!"



"Esse palhaço não fala!"

(sobre um mímico)

ÊEeee...

Fomos no fim de semana na casa dos dindos. Eu me diverti com o papai esquiando na grama. Delícia!!!!




Olha a Dinda aí, com o Felipe, sem perder a elegância... E eu com a Nat!!!

Orgulho

Foram quatro anos de trabalho filho, durante esse tempo eu e seu pai mudamos de país, fizemos você, voltamos ao Brasil, você nasceu, começou a andar, a falar ... E agora está aqui outra obra do seu papai a nos encher de orgulho. Você um dia vai ler essa linda história de amor e entender o que digo. Papai dedicou o livro à mamãe aqui que ficou com o coração derretendo de alegria. Fazer literatura no Brasil não é fácil filho e por isso um dia você irá concordar comigo: papai é um herói.


Acaba de ser lançado pela editora Objetiva, selo Suma, o romance Amor e Tempestade, de Thales Guaracy. Jornada de um jovem rebelde que deixa para trás a casa paterna, seu amor de infância e a fortuna da família, o romance é uma incursão nos conflitos do Brasil dos anos 1920, do tenentismo, dos 18 do Forte de Copacabana e da Coluna Prestes. Em sua odisséia, Coracy cruza com personagens como o Padre Cícero, o cangaceiro Lampião, Oswald de Andrade e o Marechal Rondon - uma viagem ao encontro de um país desconhecido e da força capaz de transformar os impulsos da rebeldia na tão sonhada paz da família e dos amores eternos.

Thales Guaracy, nascido em São Paulo em 1964, é escritor e jornalista. Publicou os romances Filhos da Terra (2001), O Homem Que Falava com Deus (2003) e Campo de Estrelas (2007), além do livro de contos A Quinta Estação (2005). É dele também a reportagem biográfica sobre a vida e os negócios fundador da TAM, o comandante Rolim Adolfo Amaro, O Sonho Brasileiro (2005).

Cadê o "Palmelas"?


André foi com papai no Museu do Futebol. Chutou as bolas virtuais, ficou com medo do barulhão dos filmes de torcida, viu o Pelé fazendo gol. Mas o que ele gostou mais, mesmo, foi de ver o estádio - primeiro lá embaixo, e depois lá do alto. Fez questão de ficar sentadinho na arquibancada, olhando como se tivesse jogo. E achou estranho que um lugar tão grande estivesse tão vazio. Virou para outro visitante que estava ao lado, achando que era funcionário dali.

- Moço! O "Palmelas" está dormindo?

Num dá pra entender!

Aluno novo na escola. Pequeno, ainda não sabe falar direito. Quando abre a boca, é aquelas coisas:
-Aer...irk...ega... guga.
André vira para a orientadora:
- Olha! Ele fala "inguêis"!

Iêê...

Fomos ver os índios Kuikuro, amigos do papai, que uma vez por ano ficam na Toca da Raposa, um sítio perto de São Paulo, onde apresentam sua dança, costumes e artefatos. Não é a mesma coisa, diz o papai, mas é bem mais perto que ir para o Xingu, onde eles vivem. Dançamos com ele e eu ganhei um arco e flecha! A flecha sai do arco e faz assim: vuuuuuu...!
No começo fiquei meio desconfiado, nunca tinha visto gente pintada daquele jeito, mas depois fiquei chapa da tribo. Eles gostam muito do papai e adoraram a mamãe, que já conheciam... de vista. Uma tarde mágica!


Olha a mamãe com a mulher e os filhos do jacalo, que está á direita, e eu dançando com os índios e o papai...